Em "As defesas destruídas", parte do texto acima mencionado,
o autor apresenta como idéia central a de que o tecnopólio é uma doença gerada pela
insuficiência das instituições sociais na gerência das informações circulantes,
ocasionando "um colapso geral da tranqüilidade psíquica e do propósito
social"(p.80). As instituições que deveriam realizar o controle acerca de quais
informações deveriam ou não circular seriam: a família; a escola (currículo),
incluindo a universidade; o partido político; Tribunais de Justiça; a religião (a
Bíblia e, de forma especial, as Escrituras) e o Estado.
Para Postman, o controle da informação também é exercido pelo
Tecnopólio mediante a burocracia (formas padronizadas), a especialização
("tecnicalização de termos") e a maquinária técnica (hard: os
computadores; softer: testes psicométricos, taxionomias, formas padronizadas e
pesquisas de opinião)
Na segunda parte, a qual intitula "O amoroso combatente da
resistência", o autor tenta oferecer como soluções para combater o tecnopólio o
ufanismo (p.188), a distância "epistemológica e psíquica de qualquer
tecnologia"(p.190) e a educação. O autor menciona também a ação política e a
política social como instrumentos possíveis para a resistência ao tecnopólio mas,
entre todos meios, considera a educação o mais eficiente, propondo o estabelecimento de
um curriculo no qual as matérias sejam apresentadas como um estágio do desenvolvimento
histórico da humanidade, no qual as formas clássicas de expressão artística sejam da
tecnologia e da religião.
Esta página foi atualizada em 23-Ago-1999.